segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

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Tenho tanta coisa para contar,  tanta coisa para disser, tantas declarações a fazer.
Mas quando penso em contar, ou declarar me vem o medo de errar.
Sim tenho medo.
Apostar na sequência errada de palavras, de por a perder o pouco que consegui.
Não estou falando de uma louca paixão ou de uma pessoa em especial. 
Tenho medo do todo.
Ser diferente, ter conceitos diferentes, almejar o diferente, gostar do exótico.
Me faz ser um ser do outro mundo.
Portanto guardo tudo para mim, só por medo. 



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Até mesmo dormir me parece uma louca aventura...


    Toda vez que deito em minha cama, fico olhando para as estrelinhas que brilham no escuro, acabo me perdendo em meio a pensamentos e devaneios, não percebo quando deixa de ser realidade e vira sonho. Dormi. A mente continua a funcionar, e funciona de forma assustadora, em um instante sou um gigante bicho que come frutas, e no outro me transformo em um Gnomo que anda de balanço, em frente a um banco, de onde sai pessoas gigantes de uma enorme escada rolante, rostos conhecidos e desconhecidos, não sei quando ao certo, mas sou transportada novamente ao meu quarto, com as pessoas que sairão do banco e andaram de carro comigo, eu não tenho carro, e deixei de ser um Gnomo.
     Acabo acordando em meio a noite abraçada a um ursinho, como se ele me desse forças para não temer a que lugar vou dá próxima vez que sonhar. Volto a viajar, desta vez estou em um ônibus lotado, olhando para olhos que me dão medo, medo porque acabo de me sentir presa aos olhos, não desci do ônibus, não vi o rosto do dono dos olhos, mas estou aos beijos com ele, em um gramado, pera ai é a casa da minha vó, sinto que ela se foi, mas foi pra onde me pergunto no sonho, acabo acordando em soluços pela morte da minha vó, que esta bem viva, o dono dos olhos sumiram também. 
     Senti medo de dormir, medo de sonhar e virar pesadelo, e depois do pesadelo virar realidade, fico pensando nós olhos e lá vou eu pra mais um sonho. Desta vez revi amigos que estou sentido saudade, mas em segundo fui roubada e transportada para minha infância, mas ao mesmo tempo em meio a uma guerra, e mais uma vez os olhos me fitavam, como se eu devesse algo as olhos que eram quase fechados, acordei acordando, sem saber quem é o dono dos olhos. 
Há quem diga que dormir é simplesmente dormir.