sábado, 5 de março de 2011

PAIXÃO

Paixão não se explica, se sente, se vive, se entrega.

Fotografia é uma paixão incondicional. Através das lentes se mostra o que esta se sentindo,
se passa emoção de um singelo momento que vai mudar em milésimos de segundos fica para 
o todo sempre.



                                               http://www.flickr.com/photos/pricilalira/


terça-feira, 1 de março de 2011

A menina que nasceu moleque

Em pleno domingo dia 19 de dezembro de 1993, cheguei neste mundo e para surpresa de todos, eu era uma menina e ia me chamar Pricila Eduarda Lira. Não veio ao mundo o menino que meu pai tanto esperava o menino que ele iria ensinar a jogar bola. Já que o menino não veio ao mundo meu pai me ensinou tudo sobre o universo masculino futebol, carros e até alguns comportamentos.
Morava no interior de Nova Itababeraba mais especificamente em Linha Cambucica, tive toda a liberdade que uma criança deseja ter. Subir em arvores e despencar delas com certeza era a minha brincadeira preferida, um balanço que minha avó avia feito pra mim também passei bom momentos nele, eu me esforçava ao máximo para andar o mais alto possível, quanto mais alto maior era a minha sensação de voar. Como primeira neta sempre ganhei muitos mimos, incluía bonecas nas qual nunca gostei muito de brincar, elas eram a minha ultima opção somente em dias de chuva, mas quando a chuva passava fica todo o barro e a água empoçada nos qual me jogava sem nem pensar com que roupa eu estava ou se já havia tomado banho, quando era pega em meio a diversão sempre ouvia a típica frase:  - Pricila, eu já falei que não é pra brincar no barro. Essa frase que por sinal sempre ouvia de minha mãe e de minha avó que tinha a mesma entonação de voz.
Em Junho  de 2001 quando tinha oito anos vim morar em Chapecó uma época difícil para mim, porque tive um período um pouco difícil de adaptação, escola nova, e uma casa menor, vizinhos que não se cumprimentavam e principalmente uma casa cercada com grades, eu tinha perdido milha liberdade. Literalmente a perdido. Mas quando acabou o período de adaptação a minha vida segui um bom rumo.  Neste ano descobri que era hiperativa, na verdade sempre fui, mas gastava energia e a parti do momento em que o meu passatempo era assistir TV eu comecei a ficar muito ansiosa ao ponto de caminhar o tempo todo dentro de casa, me levaram ao medico e o diagnostico hiperatividade, hoje me controlo, ainda tenho alguns surtos nada que alguns minutos de autocontrole não resolvam.
 De 2007 a 2009 foram os anos no qual eu fiz tudo o que tive vontade sem pensar nas conseqüências. Vivi intensamente. Tudo o que um adolescente pode viver ou quer viver eu com certeza fiz, não me arrependo de nada tirei boas lições de tudo, aprendi a observar tudo ao me redor, essas situações me deixaram muito egoísta, mas ainda tenho um coração e sentimentos confusos, mas são sentimentos que um dia os desvendo.
Os meus anos de ensino médio foram os melhores, sempre fiz parte da turma problemática que falava de mais, que uma tinha dificuldade muito grande em se concentra, mas sempre fomos à turma mais criativa, que adorava fazer teatro para a escola ou ate mesmo uma manifestação para chamar atenção. Nesses anos que fiz meus melhores amigos com os qual passei muita coisa junto, festas, brigas e as melhores brigas, pois com elas aprendi a construir uma opinião e a terrível tensão pré-vestibular.
A minha escolha por jornalismo foi contestada pelos meus pais, meu pai me disse a seguinte frase: - Você precisa ganhar dinheiro não vou te sustentar para sempre. Ouvi muitos argumentos para desistir do jornalismo, nenhum adiantou, a partir de agora é seguir em frente aprender, crescer e viver.